Wednesday, July 25, 2007

Amor vs dor

 

A dor é um grande mistério
Tal e qual o amor.
Sem amor não se vive
E sem dor não se ama.
As pessoas procuram um coração
Que as compreenda.
E a alma,busca quem a console.
Pessoas anseiam por fazer
A viagem acompanhadas.

Mas há destino sem amor?
As pessoas não querem sofrer,
Não andam à procura
Do tormento e da angustia.
No entanto não há destino
Sem dor!
E esse duplo mistério
Possui apenas um só ritmo,
Porque é a amar que se aprende
A sofrer melhor;

 e é a sofrer
Que se aprende a amar melhor!
Assim amor e dor são
Um fluxo e refluxo
Do mundo e da vida

Posted by cthulhu at 14:32:08 | Permalink | No Comments »

A DESPEDIDA DO PECADOR

Meditando
Sobre o meu passado,
Procurando
O que já foi encontrado.
Espero que o tempo
Me encontre cedo
Pois, já estou com medo
De aqui ficar…
Vou-vos deixar a todos
Este é o último dia
Em que eu vou rir.
Esta é a minha última
Mensagem antes de partir
O meu livro já foi escrito
Uma memória, um registo
Agora que me vou
Espero em vão
Nada é eterno
Tudo é ilusão
Se algum te recordares
De mim
E pretenderes
Mandar-me algo de ti
Não o rogues nunca a Deus
Pois eu não estarei,
Nenhures no Céu.
O meu livro já foi escrito
Uma memória, um registo
Agora que me vou
Espero em vão
Nada é eterno
Tudo é ilusão

Posted by cthulhu at 14:22:30 | Permalink | No Comments »

ALMA ERRANTE

Pela noite…
 

 

Procuro
E levito…
As minhas asas
A vacilar
E eu sem lar
Percorro as trevas
O infinito
O teu sangue
A tua carne
Sozinho e triste
Desencontrado da minha alma
Que vagueia ela também
Pelo encalço de alguém

De dia…

Ela corre
Procura
E levita…
As suas asas
A vacilar
E ela sem lar
Percorre as trevas
O infinito
O meu sangue
A minha carne
Sozinha e triste
Desencontrada de mim
Que vagueio também
Pelo encalço de ninguém

Posted by cthulhu at 14:16:30 | Permalink | No Comments »

ANJO PERDIDO

Procuro por um anjo

que perdi na escuridão

no asfalto de uma estrada

poeirenta e dificil de navegar

A luz que ele me dava

era com ela que eu conseguia

chegar onde não acreditava

ou onde eu sempre queria

Agora que a lua é prisioneira das guardiãs

das guardiãs das àguas frias

e o vento sopra gelado

tão gelado contra mim,

procuro por um anjo que perdi por aí

Pelas margens dos rios

pelas picadas do mato frio

há um espirito que se aproxima na noite

e me faz senti-lo tão perto de mim

É quando vejo voar

a formatura dos patos bravos

que me fazem acreditar

que a incerteza é dos escravos

da pura lua prisioneira

das guardiãs

das guardiãs das águas frias

e o vento sopra gelado

tão gelado contra mim

procuro por um anjo que perdi por ai

Posted by cthulhu at 14:11:28 | Permalink | No Comments »