Tuesday, August 14, 2007

BONITATEPOLIS

Um dia, sem saber como,

Numa certa manhã invernosa,

Perdi-me na imensidão pedregosa

Da cidade feia onde habitava

Cujo stress me esmagava e matava.

 

Penetrei por entre sombras e labirintos

Perdido por entre duvidas e instintos

Confuso e perdido, temia estar a alucinar

Desemboquei numa cidade de encantar.

 

- Onde estou? Onde vim parar?

- Perguntei a quem passava.

- Estás em Bonitatepolis, amigo

 - Responderam-me sem hesitar.

 

Emborquei na cidade e por ela caminhei

Sempre à vontade, até que me pasmei

 

Em Bonitatepolis,

Os veículos não faziam ruído nem poluição

Os prédios eram coloridos e respirava-se “paixão”

 

As crianças sorriam contentes

OS jovens vivem paixões ardentes

Os velhos eram jovens e felizes

E na rua não se viam meretrizes.

 

Os meus olhos não podiam crer

Que algum ser humano poderia viver

Por entre tanta bondade e doçura

Sem alguma vez cometer uma loucura.

 

Descobri Bonitatepolis por entre um sorriso e uma paixão

Ela existe mesmo, aqui dentro do meu coração.

Queres aventurar-te e vir comigo descobrir a magia desta cidade?

Então fecha os teus olhos e deixa sair a tua bondade!

Posted by cthulhu at 16:02:26 | Permalink | No Comments »

O GRITO DO VENTO

Quando a noite desaba

 

Há algo que me transcende

 

Será um clamor,

 

Uma sombra

 

Ou uma chama

 

Que se acende?

 

 

Oiço bradar

 

Por um breve instante

 

Enquanto o escuro

 

Se apaga

 

Num além distante

 

 

Vejo o brilho

 

Da estrela ausente

 

Que me ilumina

 

A direcção perdida

 

O clamor

 

Duma voz oculta

 

Rasga o silêncio

 

Da paz esquecida

 

 

Que eu oiço a chorar…

 

 

Recolham-me da chuva

 

Para que eu possa escutar

 

 

O grito do vento – Implorando para que eu possa voltar

 

O grito do vento – Implorando para que eu cesse de chorar

 

 

 

Deixem-me voar

 

Na direcção da luz da lua,

 

Deixem-me altercar

 

Pelo asfalto desta rua

 

 

 

Levem-me a ouvir

 

A mensagem do vasto mar

 

Libertem-me daqui

 

Para eternamente viver

 

No fulcro do universo

 

Onde todos nos vamos amar.

 

 

Quero conhecer

 

O lado negro do tempo

 

Para queimar

 

Num fogo lento

 

 

Para que eu

 

Possa ser apagado pelo vento.

 

Posted by cthulhu at 12:16:03 | Permalink | No Comments »